rock in chelas: me tarzan, you jane, cheetah composer
music
Foi nos dois fins de semana passados, o dia
27 de Maio, e a sexta
2 de Junho que tive a excelsa experiência de ter estado nesse evento aglutina mundos que dá pelo nome de
Rock in Chelas, aka,
Rock in Rio Lisboa, como o rio de que fala o título está mais ao sul, ainda mais que o Tejo em relação ao "belo" parque da Bela Vista para blocos de habitação social e uma cerca metálica, Rock in Chelas é mesmo o mais lógico.
Ao que interessa. Vou falar para já sobre aquilo que hoje se chama
música de dança. Foi no Sábado
27 que tive o privilégio de testemunhar da arte do mestre
Carl Cox que se deu ao incómodo de atravessar boa parte do Atlântico, de Inglaterra, para vir a Lixboa presentear-nos com uma exibição dos seus artifícios musicais. Agradeço ao sr. Cox o incómodo a que se deu, sei que lhe devem ter pago muito bem, muito bem mesmo, dito isto, bastava ter enviado uma mensagem MMS através do seu telemóvel, que tinha tido o mesmo resultado. Um pequeno ficheiro MIDI que podia ser descarregado para um sintetizador teria tido o mesmo efeito.
a festa da música 2006 à velocidade de um tgv entre lisboa e o porto
music
Telegraficamente e mais rápido que um TGV sem paragens entre Lisboa e o Porto. A festa da música deste ano foi dedicado aos Barrocos europeus. Francês, Inglês, Italiano, Alemão e Português. Emprestou o título de uma obra de Couperin,
Le Concert des Nations: O Concerto das Nações.
Assisti aos concertos do
RIAS Kammerchor com a
Akademie für Alte Musik dirigidos por Daniel Reuss, no Salomon HWV 67 (1749) de
G. F. Handel. Não me agradou por aí além. Valeu a prestação de
Susan Gritton o resto é mais ou menos esquecível. Continuo a não gostar da direcção de
Daniel Reuss. Não tinha gostado nada da
Missa Solemnis de Beethoven o ano passado, e não gostei do Solomon este ano. Recordo com saudade a magnífica
Criação de Haydn dirigida por
Marcus Creed com o mesmo dispositivo coral e instrumental.
fm 2006: muita xaúdinha, boa xorte e obrigadinho por me auchiliar
music
Intersecção de uma chamada efectuada entre um músico português, cuja identidade ficará por razões óbvias ocultada, e que esteve presente como intérprete na
Festa da Música, e um número não identificado do
CCB. Cortesia da
NSA e do seu magnífico
echelon.
que pasa, hombre? no pasa nada
music
Ena, ena, hay mucho tiempo que nada aqui escrevo. Tenho saudades destas minhas escritas. Quando se chega a um cruzamento há pelo menos dois caminhos a tomar. Não se sabe à priori qual o melhor. Vem-se a saber só depois. Mas qualquer que seja o caminho, uma coisa é certa, sai-se mais rico dessa caminhada. Abreviando, q.b., fiz um caminho que não era bem o
meu caminho, mas foi não obstante uma experiência muito enriquecidora. Donde eis-me de volta ao princípio, agora vou seguir outra estrada. Qualquer uma serve, desde que seja pouco viajada. Adiante.
vocal ensemble em s. vicente de fora: polifonia de uma nota só
music
Assisti o passado Sábado dia
7 de Janeiro a um concerto
medíocre pelo
Vocal Ensemble que se apresentou na igreja de
São Vicente de Fora, sob a direcção de
Vasco Negreiros, com motetes e a Missa Pro Defunctis de
Frei Manuel Cardoso (1566-1650). Ocasião também para o lançamento de um CD triplo com obra inéditas em CD do mesmo autor pela editora
Arte Mágica.
As peças vocais foram entremeadas com obras para órgão interpretadas pelo organista
João Vaz no magnífico instrumento de São Vicente de Fora.
o ouvido de maxwell: pare, escute, sinta
music
Actualização:
site do programa.
Tenho votado este site a um "desprezo" forçado. Tenho muitos outros interesses. E tempus fugit. Tenho andado envolvido com um meu pet project: um programa de rádio.
Não espanto ninguém que leia os meus escritos que sou crítico da rádio portuguesa em geral e da clássica,
Antena 2 em particular. A
Clássica FM é um robot, nem se quer lhe posso chamar uma rádio. Adiante.
flores de música no ccb: et mvsica motus
music
Assisti ontem a um
mau concerto pela ocasião da inauguração do novo
espaço da patriarcal no
CCB. Apresentaram-se os agrupamentos
Flores de Música e
Capela Joanina sob a direcção de
João Paulo Janeiro. A obra interpretada foi os
Matuttini de'Morti do compositor
David Perez (1711-1778) mestre de capela do Rei
D. José I.
Mau porque não percebi a concepção que o maestro tem da obra. Será uma obra sacra? Será uma cantata profana para abrilhantar serões burgueses ou aristocráticos? Será uma ópera em versão de concerto? Não sei. Não percebi o que é. Foi exibida uma despudorada inconsistência estilística.
novo espaço da patriarcal no ccb
music
O
CCB inaugura amanhã um novo espaço de música: designado o
Espaço da Patriarcal em memória da Igreja da Patriarcal que o terramoto de 1755 consumiu.
O
concerto inaugural é precisamente com a peça que se crê ter começado na Patriarcal de Lisboa as cerimónias do dia de Todos os Santos do ano da Graça de 1755.
Esta iniciativa é um rebento da mente de
João Ludovice consultor para a área da Música do Centro de Espectáculos do CCB. Re-criar os espaços do CCB e ser imaginativo nessa recriação é a ideia. Se um ofício dos mortos ficaria menos bem no grande, ou mesmo no pequeno auditório, poderá ficar muito bem aqui. Testes realizados previamente assim o confirmam. E mesmo que as coisas não corram pelo melhor artisticamente, possibilidade que existe sempre, o dar à luz deste espaço é ocasião bastante para ser elogiada e estimulada. Num pardacento panorama de concertos, arriscar como se faz aqui é de louvar. Por outro lado é também a única hipótese de triunfar. De deixar para trás as geriátricas plateias desembrulhadoras de rebuçados, fauna e parasitas afins.
divino sospiro em mafra: elementary, dear watson
music
Assisti a um
bom concerto pela orquestra Barroca
Divino Sospiro sob a direcção de
Enrico Onofri. A abrilhantar a ocasião estiveram as sopranos
Joana Seara e
Orlanda Isidro, bem como o cravista
Fernando Miguel Jalôto que foi solista no concerto para cravo constante do alinhamento.
Por falar em alinhamento,
desalinhamento total seria o termo mais correcto. Pois que este meritório projecto luso de orquestra Barroca parece falhar em aspectos que não sendo de carácter musical são, pode-se dizer, para-musicais. Já assisti a muitos concertos, mas
nunca, nunca, nunca, nunca assisti a um concerto em que havendo uma alteração de monta no alinhamento do programa, os músicos em geral, ou alguém na vez deles, não tivessem a
elementar cortesia de o indicar ao público. Se no caso de músicos forasteiros, havendo uma barreira linguística, estes não hesitam em informar o público das alterações, no caso de músicos portugueses a coisa devia ser mais que
elementar. Mas como se comprovou em Mafra o passado Domingo, nem sempre o que é elementar, trivial mesmo, garante o fluir das coisas.
onofri, köll & jalôto em mafra: la voce del violino
music
Assisti a um
muito bom concerto no passado Sábado em Mafra. O concerto integra-se no
IX Festival Internacional de Música de Mafra.
O violinista
Enrico Onofri, a harpista
Margret Köll e o cravista
Fernando Miguel Jalôto apresentaram um programa de Música Italiana dos sécs. XVI e XVII.