festivales 2010
music
Tenho ido pouco a concertos e ainda menos a festivais. Razões para isso são múltiplas.
- O empobrecimento acentuado do panorama de concertos em Portugal. Tirando os nada imaginativos programas de Música Antiga da Gulbenkian o panorama é árido.
- Tenho outros interesses fora da Música. Um deles é o cinema. Esse também recentemente ferido de morte com o falecimento de João Bénard da Costa. Estando agora entregue a sólidos burocratas e party hacks.
- Nada melhor que fazer um jejum de música. Para poder voltar a ela mais tarde com um nova forma de olhar e mexer. Os festivais reflectiram no particular o geral do empobrecimento do panorama da música que uns chamam clássica e outros chamam erudita.
perusio strikes back
music
The reactionary does not yearn for the futile restoration of the
past, but for the improbable rupture of the future with this
sordid present.
Don Colacho, Escolios a un Texto Implícito: Selección, p. 224
Faz tempo que não escrevia aqui. Não me apeteceu escrever até há
pouco. Apetece-me agora voltar a escrever. Vão mais de
4 anos
desde o último post e
7 desde o lançamento do site. Para um site
com 7 anos até que nem está mau de todo. Obviamente que agora com
todas as
possibilidades oferecidas pelo
HTML5 o site pode ser
uma coisa muito melhor.
O
perusio.com vai voltar, mais melhor bom. Isto apesar de o
panorama de concertos pela lusa pátria ser francamente mau, com
umas bóias a flutuar isoladas num oceano de tédio.
europeu: nostálgico da cultura europeia
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Frio de rachar em Mafra, 19 de Dezembro de 2009, 21h00. O que me
fez lá ir foi a anunciada ocasião de ouvir pela primeira vez, após
mais de um século, os seis órgãos da Basílica. Não havia lugares
sentados, ou melhor havia muito atrás, próximo das portas que
permaneceram escancaradas durante todo o concerto. Não, não havia
alternativa: era ir para diante, encostado à parede de pé. Era a
única solução viável. Mais tarde a bonomia dos organizadores deixou
que a turba ocupasse o corredor central. Não havia programa para
rock in chelas: me tarzan, you jane, cheetah composer
music
Foi nos dois fins de semana passados, o dia
27 de Maio, e a sexta
2 de Junho que tive a excelsa experiência de ter estado nesse evento aglutina mundos que dá pelo nome de
Rock in Chelas, aka,
Rock in Rio Lisboa, como o rio de que fala o título está mais ao sul, ainda mais que o Tejo em relação ao "belo" parque da Bela Vista para blocos de habitação social e uma cerca metálica, Rock in Chelas é mesmo o mais lógico.
Ao que interessa. Vou falar para já sobre aquilo que hoje se chama
música de dança. Foi no Sábado
27 que tive o privilégio de testemunhar da arte do mestre
Carl Cox que se deu ao incómodo de atravessar boa parte do Atlântico, de Inglaterra, para vir a Lixboa presentear-nos com uma exibição dos seus artifícios musicais. Agradeço ao sr. Cox o incómodo a que se deu, sei que lhe devem ter pago muito bem, muito bem mesmo, dito isto, bastava ter enviado uma mensagem MMS através do seu telemóvel, que tinha tido o mesmo resultado. Um pequeno ficheiro MIDI que podia ser descarregado para um sintetizador teria tido o mesmo efeito.
a festa da música 2006 à velocidade de um tgv entre lisboa e o porto
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Telegraficamente e mais rápido que um TGV sem paragens entre Lisboa e o Porto. A festa da música deste ano foi dedicado aos Barrocos europeus. Francês, Inglês, Italiano, Alemão e Português. Emprestou o título de uma obra de Couperin,
Le Concert des Nations: O Concerto das Nações.
Assisti aos concertos do
RIAS Kammerchor com a
Akademie für Alte Musik dirigidos por Daniel Reuss, no Salomon HWV 67 (1749) de
G. F. Handel. Não me agradou por aí além. Valeu a prestação de
Susan Gritton o resto é mais ou menos esquecível. Continuo a não gostar da direcção de
Daniel Reuss. Não tinha gostado nada da
Missa Solemnis de Beethoven o ano passado, e não gostei do Solomon este ano. Recordo com saudade a magnífica
Criação de Haydn dirigida por
Marcus Creed com o mesmo dispositivo coral e instrumental.
fm 2006: muita xaúdinha, boa xorte e obrigadinho por me auchiliar
music
Intersecção de uma chamada efectuada entre um músico português, cuja identidade ficará por razões óbvias ocultada, e que esteve presente como intérprete na
Festa da Música, e um número não identificado do
CCB. Cortesia da
NSA e do seu magnífico
echelon.
que pasa, hombre? no pasa nada
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Ena, ena, hay mucho tiempo que nada aqui escrevo. Tenho saudades destas minhas escritas. Quando se chega a um cruzamento há pelo menos dois caminhos a tomar. Não se sabe à priori qual o melhor. Vem-se a saber só depois. Mas qualquer que seja o caminho, uma coisa é certa, sai-se mais rico dessa caminhada. Abreviando, q.b., fiz um caminho que não era bem o
meu caminho, mas foi não obstante uma experiência muito enriquecidora. Donde eis-me de volta ao princípio, agora vou seguir outra estrada. Qualquer uma serve, desde que seja pouco viajada. Adiante.
vocal ensemble em s. vicente de fora: polifonia de uma nota só
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Assisti o passado Sábado dia
7 de Janeiro a um concerto
medíocre pelo
Vocal Ensemble que se apresentou na igreja de
São Vicente de Fora, sob a direcção de
Vasco Negreiros, com motetes e a Missa Pro Defunctis de
Frei Manuel Cardoso (1566-1650). Ocasião também para o lançamento de um CD triplo com obra inéditas em CD do mesmo autor pela editora
Arte Mágica.
As peças vocais foram entremeadas com obras para órgão interpretadas pelo organista
João Vaz no magnífico instrumento de São Vicente de Fora.
o ouvido de maxwell: pare, escute, sinta
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Actualização:
site do programa.
Tenho votado este site a um "desprezo" forçado. Tenho muitos outros interesses. E tempus fugit. Tenho andado envolvido com um meu pet project: um programa de rádio.
Não espanto ninguém que leia os meus escritos que sou crítico da rádio portuguesa em geral e da clássica,
Antena 2 em particular. A
Clássica FM é um robot, nem se quer lhe posso chamar uma rádio. Adiante.
flores de música no ccb: et mvsica motus
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Assisti ontem a um
mau concerto pela ocasião da inauguração do novo
espaço da patriarcal no
CCB. Apresentaram-se os agrupamentos
Flores de Música e
Capela Joanina sob a direcção de
João Paulo Janeiro. A obra interpretada foi os
Matuttini de'Morti do compositor
David Perez (1711-1778) mestre de capela do Rei
D. José I.
Mau porque não percebi a concepção que o maestro tem da obra. Será uma obra sacra? Será uma cantata profana para abrilhantar serões burgueses ou aristocráticos? Será uma ópera em versão de concerto? Não sei. Não percebi o que é. Foi exibida uma despudorada inconsistência estilística.