(f)estivais 2
appa writes on 03.Jul.05 at 19h15
interior basilica de mafra

Volto ao tema dos festivais. Vou falar do Festival Internacional de Música de Espinho. É um festival que já dobrou a casa dos 30, este ano é a 31ª edição. Parece-me haver uma óbvia vontade de evitar os lugares comuns e o cinzentismo que aflige outros festivais por aí. Nem mesmo os rios de $ que se precipitam em cima compensa a falta de imaginação e as teias de aracnídeo que vão na cabeça de alguns dos directores artísticos. Será a senilidade? Será a preguiça? Será uma simpática mistura das duas? Adiante.

Hélas, perdi aquele que na minha muito desqualificada e minoritária opinião é o melhor da edição deste ano. Outros ventos se levantaram e os que antes sopravam e me levariam a Espinho na passada sexta amainaram. Resta-me a consolação de o ter divulgado atempadamente aqui. Nada adiante chorar sobre o derramado leitinho. Está no chão nem dá para lamber. Prossigamos.

Tendo ali perto a Universidade de Aveiro, e lá residente o grupo de percussão Drumming não é de espantar que ela tenha lugar de destaque na programação. Depois de ontem Sábado dia 2 de Julho ter actuado o grupo de percussão mexicano Tambuco, que já tinha actuado em Portugal no Festival dos Cem Dias a quando do planetário evento que logrou fazer ribombar por este rochedo fora o nome de Portugal: a Expo 98.

Hoje a programação seguiu com o maetro Cesário Costa a dirigir a orquestra Filarmónica da Macedónia num programa de serenatas de cordas para orquestra.

Para a semana que vem temos o violoncelista neerlandês Peter Wispelwey e o pianista croata Dezan Lajic em duo com obras de Britten, Beethoven e Shostakovich.
Às 22h00 de sexta-feira dia 8 de Julho. Programa detalhado aqui.

Logo no dia a seguir um programa semelhante.

No Domingo dia 10 de Julho pelas 17h30, o Remix Ensemble apresenta obras de compositores do séc. XX e XXI, no auditório da Junta de Freguesia de Espinho.

Na quarta-feira dia 13 de Julho, a OrchestrUtopica apresenta-se em concerto sobre a direcção do maestro Fabián Panisello com obras do compositor espanhol Luis de Pablo (1930). O título do concerto é precisamente: Um retrato de Luis de Pablo.

Dia 15 de Julho o percussionista e compositor americano Michael Weilacher apresenta-se em concerto com obras suas de John Cage, Volker Staub, J. S. Bach e Vinko Globokar. Às 22h00 no auditório da Junta de Freguesia de Espinho.

Dia 16 de Julho Sábado, o percussionista Joël Grare que encantou o ano passado num concerto onde tive o privilégio de estar presente. É o habitual percussionista do Le Poème Harmonique. Tem também um CD gravado a solo para a Alpha intitulado Follow na série Chants de la Terre. O título do concerto é A Poeira dos Séculos. Percorre os quatro cantos do mundo em percussão, e várias épocas chegando a interpretar uma obra de François Couperin: Le Carrilon de Cythère. Às 22h00 no auditório da Junta de Freguesia de Espinho.

A restante programação pode ser consultada no site do Festival. Estes são os destaques. À medida que os concertos se forem aproximando surgirão com detalhe na página de eventos.

A foto é do interior da Basílica de Mafra. E é aqui colocada por expectativa minha de achar que este ano por via de ter uma nova direcção artística com provas já dadas noutras empresas similares, deste Festival, na sua 9ª edição, só posso esperar o melhor. Até ao anúncio da programação a expectativa mantém-se.

Entretanto há o Festival da Póvoa, o de Espinho, o do Estoril. Programas para um verão em cheio não faltam.