nova grelha da a2: que rádio é esta?
appa writes on 06.Feb.05 at 16h42
Recebi esta semana em casa o boletim de programação da A2. Na página 3, encimada por uma foto tipo photomaton de má qualidade do actual director demissionário, vem um texto que "justifica" as escolhas da "nova" grelha.

Leio no 3º parágrafo:

A nova grelha foi elaborada com três objectivos sintonizados sempre com a fidelização dos autores que nos têm feito companhia ao longo de vários anos, é o primeiro dos vectores/referência.

Como mudar uma rádio se se mantém os mesmos autores? Os mesmos programas. Dois exemplos de programas gastos e regastos:
edgar varèse na france culture
appa writes on 28.Jan.05 at 18h07
A France Culture apresentou durante toda a semana, terminando hoje, uma série de entrevistas com o compositor Edgar Varèse (1883-1965) feitas em 1955.

As entrevistas estão arquivadas no site do programa Culture Plus. Recomendado. Concorde-se ou não com as ideias de Varèse, há uma coisa indiscutível. As ideias são claras: simples. Um bom pensador é o que simplifica. Pensar é simplificar.
jovens compositores na culturgest: tangente não, secante
appa writes on 24.Jan.05 at 13h55
Assisti na sexta-feira e sábado a dois razoáveis concertos por ocasião do encerramento do 3º Workshop de Jovens Compositores organizado pelo serviço de música da Fundação Calouste Gulbenkian.

O compositor Emmanuel Nunes que orientou a oficina seleccionou 10 peças que os participantes submeteram para serem interpretadas nestes 2 concertos: 5 na sexta e as restantes 5 no sábado.

Uma iniciativa meritória da Gulbenkian a que a Culturgest se associou cedendo o seu grande auditório e a habitual simpatia e ambiente salutar. Contrastando com a habitual afectação ignara que pontua os concertos na Gulbenkian.
quatuor pour la fin du temps no conservatório nacional: louange à l´art
appa writes on 23.Jan.05 at 15h41
Integrado na série de concertos Em Busca de um Salão Perdido assisti a um muito bom concerto a passada quarta-feira dia 19 de Janeiro.

Foi interpretado o Quatuor de la Fin du Temps (1941) de Olivier Messiaen (1908-1992).
festival de mafra entra em órbita
appa writes on 19.Jan.05 at 23h41
O Festival de Mafra, que decorre durante os fins de semana do mês de Outubro de cada ano, e que se tem estabelecido como um dos mais eclécticos e melhores festivais de música em Portugal, tem uma nova direcção artística.

Depois de mais de 25 anos na linha da frente da divulgação da Música Antiga em Portugal, o Em Órbita, depois de um ano de travessia do deserto, por via da rudeza que a Portugal Telecom empregou ao terminar abruptamente o apoio concedido para a realização dos concertos, volta à refrega com o assumir da direcção artística do Festival de Mafra.
box música clássico-romântica: 1 + ½ ≠ duo
appa writes on 18.Jan.05 at 17h10
Assisti a um concerto razoável no passado Domingo no CCB. Este concerto foi o primeiro de uma nova série de concertos designada BoxMúsica.

O objectivo é o de dar espaço a novos intérpretes no domínio da música de câmara, alargando-se eventualmente a espectáculos de dança e outros.

Devo dizer que do ponto de vista organizativo a coisa não começou bem. Na mesma altura estava a decorrer a iniciativa CCB em família. Entrei na zona do grande auditório, e o acesso à sala Calempluy estava vedado. Dirigi-me a um arrumador de sala que estava à porta do grande auditório, que gentilmente me abriu uma porta de correr. O problema surgiu quando chegado a porta mais à frente, pois estava fechada. Aparentemente ninguém sabia de nada. Desconheciam o que era o BoxMúsica. A coisa continuou até que uma menina muito simpática acabou com a miséria dizendo que tinha de entrar pelas escadas laterais antes de chegar à zona de acesso ao grande auditório. Assim fiz.
il dolcimelo com hermesetas
appa writes on 17.Jan.05 at 21h40
Já mais de uma semana se escoou desde que assisti a um concerto razoável pelo agrupamento Il Dolcimelo na igreja de Santa Isabel entre o Rato e a Estrela em Lisboa. Foi no passado dia 9 de Janeiro.

Este razoável necessita de ser qualificado: razoável para um grupo amador. Que é isso que o grupo em questão me parece ser.

O programa interpretado intitulado Vilancicos de Natal do Século XVI, consiste em 2 partes distintas:
ano novo em são roque: ajudai o melómano que sofre
appa writes on 12.Jan.05 at 15h39
Assisti a um mau concerto o passado Sábado na igreja de São Roque, um concerto a fechar a edição 2004/2005 do festival homónimo.

O coro Voces Cælestes e a Orquestra Barroca Capela Real, redefiniram para mim um novo mínimo na apresentação de obras corais.

E se o coro é simplesmente medíocre, já a orquestra é sem nada que a redima.

Foi a segunda vez que ouvi estes intérpretes. Tinha ouvido ambos pela primeira vez na edição de 2004 do Festival de Órgão de Lisboa. Na altura não me tinham deixado boas impressões, mas acho que todos merecem uma segunda oportunidade e por isso fui a este concerto.
divino sospiro nos jerónimos: la brava concertina
appa writes on 11.Jan.05 at 17h46
Assisti a passada quinta-feira a um bom concerto de Reis pela orquestra Barroca Divino Sospiro.

O programa interpretado foi:
2004: o melhor imho
appa writes on 27.Dec.04 at 21h50
O ano da graça de 2004 aproxima-se vertiginosamente do fim. É habitual fazer um balanço do que este ano foi nas mais variadas áreas. Resolvi lançar-me em semelhante empresa.

Sei bem que não é original, mas a originalidade é em geral invocada como um alibi para a incapacidade de avaliar as coisas e de discorrer sobre elas. Basta pensar que "antigamente" os mais variados autores retomavam os mesmos temas, a "originalidade", estava na digestão que faziam de uma qualquer obra ou mito antigo, e não no ponto de partida para a elaboração da obra.

No séc. XIX rançoso que vivemos, o original é ídolo ao qual se presta grande culto e ao qual se fazem grandes sacrifícios. Pelo menos pode-se sempre dizer:
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