pedimos desculpa pela interrupção: o site segue dentro de momentos
appa writes on 26.May.05 at 18h00
gota num balde

Às vezes acontece que o que não planeamos acaba por acontecer, e o que planeamos acaba por não acontecer. É esta imprevisibilidade que torna a vida saborosa. Sucede que não planeei este interregno de mais de um mês nos meus escritos aqui. Hélas: está feito. E o que não tem remédio, remediado está. Desinteressa-me elaborar sobre o que foi e ainda mais sobre que poderia ter sido. Interessa elaborar sobre o que é, e também algo sobre o que vai ser. Adiante.

O perusio.com fez um aninho em 16 de Maio. Não houve festa de aniversário. Mas vai haver uma série de coisas que o assinalam.

  1. Lançamento do PDF Aprender a Amar a Música Antiga / Learning to Love Early Music num formato mais simpático em termos visuais e de tamanho em Bytes.

  2. Lançamento de um PDF em inglês e português sobre alguns compositores portugueses do Barroco.

  3. Lançamento de um PDF sobre a Ars Subtilior — estilo musical que os que seguem este site com regularidade sabem ser-me particularmente caro.

  4. Lançamento de uma rubrica intitulada em escuta que destaca um dos CDs que ocupa actualmente a gaveta do meu leitor de CDs com alguma obssessão. Serão coisas de Música Antiga, Contemporânea e mesmo alguma romântica, embora não morra de amores por esta última, que infelizmente ainda ocupa demasiado espaço em relação aquilo que realmente vale artistica e musicalmente.

  5. Mais artigos em inglês. A língua lusa é-me grata, mas a realidade é que é uma língua marginal relativamente ao produto nº 1 de exportação anglo-saxónica: o Inglês.

  6. Mais atenção aos festivais fora deste rectângulo encostado ao Atlântico. Sei bem que está aí uma crise para lavar e durar, e que os bancos não dão crédito para deslocações melómanas, ainda que sejam itinerários menos concorridos que as praias do Nordeste brasileiro ou o dos hoteis Caribeños com as ondas a rebentar à porta. Onde se pode esfregar os ombros com o jet-set proletário e pequeno-burgês em demanda de um passatempo descartável que o faça obliviar a atinada insensatez das suas vidas. Mas nada obsta a que se saiba o que se passa por aí, fora da nossa terrinha. Sonhar é bonito, sonhamos que um dia poderemos ter por cá com regularidade concertos como os que há noutras latitudes: sempre que um homem sonha...


Chega de promessas. Não vá alguém pensar que ensaio uma inve$tida nas andanças politiqueiras. A carne é fraca, mas o espírito não.

É bom estar de volta.